quarta-feira, 27 de maio de 2009

Tente Outra vez

Veja
Não diga que a canção
Está perdida
Tenha em fé em Deus
Tenha fé na vida
Tente outra vez!...

Beba!
Pois a água viva
Ainda tá na fonte
(Tente outra vez!)
Você tem dois pés
Para cruzar a ponte
Nada acabou!
Não! Não! Não!...

Oh! Oh! Oh! Oh!
Tente!
Levante sua mão sedenta
E recomece a andar
Não pense
Que a cabeça agüenta
Se você parar
Não! Não! Não!
Não! Não! Não!...

Há uma voz que canta
Uma voz que dança
Uma voz que gira
(Gira!)
Bailando no ar
Uh! Uh! Uh!...

Queira!
Basta ser sincero E desejar profundo
Você será capaz
De sacudir o mundo
Vai!
Tente outra vez!
Humrum!...

Tente!
E não diga
Que a vitória está perdida
Se é de batalhas Que se vive a vida
Han!
Tente outra vez!...
(Raul Seixas)


quinta-feira, 21 de maio de 2009


"DIÁRIO DA MORTE: 1942
- UMA VERDADEZINHA -
Eu não carrego gadanha nem foice.
Só uso um manto preto com capuz quando faz frio.
E não tenho aquelas feições de caveira que vocês
parecem gostar de me atribuir à distância.
Quer saber a minha verdadeira aparência?

Eu ajudo. Procure um espelho enquanto eu continuo."
(Trecho retirado do livro "A Menina que Roubava Livros")
video
Canto para minha morte

Eu sei que determinada rua que eu já passei

Não tornará a ouvir o som dos meus passos.

Tem uma revista que eu guardo há muitos anos
E que nunca mais eu vou abrir.
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa
Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez
A morte, surda, caminha ao meu lado
E eu não sei em que esquina ela vai me beijar

Com que rosto ela virá?
Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?
Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque?
Na música que eu deixei para compor amanhã?

Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro?

Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada,
E que está em algum lugar me esperando

Embora eu ainda não a conheça?

Vou te encontrar vestida de cetim,

Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho
Que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.

Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida

Qual será a forma da minha morte?

Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida.

Existem tantas... Um acidente de carro.
O coração que se recusa abater no próximo minuto,
A anestesia mal aplicada,
A vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida

O câncer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe,
Um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio...

Oh morte, tu que és tão forte,
Que matas o gato, o rato e o homem.
Vista-se com a tua mais bela roupa q
uando vieres me buscar
Que meu corpo seja cremado e que minhas cinzas alimentem a erva

E que a erva alimente outro homem como eu
Porque eu continuarei neste homem,

Nos meus filhos, na palavra rude

Que eu disse para alguém que não gostava
E até no uísque que eu não terminei de beber aquela noite...


Vou te encontrar vestida de cetim,

Pois em qualquer lugar esperas só por mim

E no teu beijo provar o gosto estranho que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.

Eu te detesto e amo morte, morte, m
orte
Que talvez seja o segredo desta vida

Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida

(Raul Seixas)

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Coisas do Coração


Quando o navio finalmente alcançar a terra

E o mastro da nossa bandeira se enterrar no chão

Eu vou poder pegar em sua mão
Falar de coisas que eu
não disse ainda não

Coisas do coração!
Coisas do coração!


Quando a gente se tornar rima perfeita

E assim virarmos de repente uma palavra só
Igual a um nó que nunca se desfaz

Famintos um do outro como canibais
Paixão e nada mais! Paixão e nada mais!
Somos a resposta exata do que a gente
perguntou
Entregues num abraço que sufoca o próprio amor

Cada um de nós é o resultado da união

De duas mãos coladas numa mesma oração!

Coisas do coração!

Coisas do coração!
(Raul Seixas)

Coisas do coração...não tem explicação

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Autoritarismo


" Quando você der uma ordem e as crianças obedecem, o que você sente ?

Se sentir prazer com este ato, tenha cuidado: aí mora o embrião das ditaduras."


(Pulso forte e coração que ama- Hamilton Wernewck)