segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Encontro

Sai de si
Vem curar teu mal
Te transbordo em som
Poe juizo em mim
Teu olhar me tirou daqui
Ampliou meu ser
Quero um pouco mais
Não tudo
Pra gente não perder a graça no escuro
No fundo
Pode ser até pouquinho
Sendo só pra mim sim

Olhe só
Como a noite cresce em glória
E a distância traz
Nosso amanhecer
Deixa estar que o que for pra ser vigora
Eu sou tão feliz
Vamos dividir

Os sonhos
Que podem transformar o rumo da história

Vem logo
Que o tempo voa como eu
Quando penso em você

Olhe só
Como a noite cresce em glória
E a distância traz
Nosso amanhcer
Deixa estar que o que for pra ser vigora
Eu sou tão feliz
Vamos dividir

Os sonhos
Que podem transformar o rumo da história
Vem logo
Que o tempo voa como eu
Quando penso em você

(Encontro- Maria Gadú)


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

... =(



Cansei de tanto procurar
Cansei de não achar
Cansei de tanto encontrar
Cansei de me perder
Hoje eu quero somente esquecer
Quero o corpo sem qualquer querer
Tenho os olhos tão cansados de te ver
Na memória, no sonho e em vão
Não sei pra onde vou
Não sei
Se vou ou vou ficar
Pensei, não quero mais pensar
Cansei de esperar
Agora nem sei mais o que querer
E a noite não tarda a nascer
Descansa coração e bate em paz

(Fernanda Takai)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

^_^


Música linda de Nando Reis xD

Depois de pensar um pouco
Ela viu que não havia mais motivo e nem razão
E pode perdoá-lo

É fácil culpar os outros
Mas a vida não precisa de juizes
A questão é sermos razoáveis

E por isso voltou
Porque sempre o amou
Mesmo levando a dor
Daquela mágoa
Mas segurando a sua mão
Sentiu sorrir seu coração
E amou como nunca havia amado

Mas como começar de novo
Se a ferida que sangrou
Acostumou a me sentir prejudicado

É só você lavar o rosto
E deixar que a água suja
Leve longe do seu corpo
O infeliz passado

E por isso voltou
Pra quem sempre amou

Mesmo levando a dor
E aquela mágoa
Mas segurando a sua mão
Sentiu sorrir seu coração
E amou como nunca havia amado

E viveram felizes... para sempre
E eles estavam livre da perfeição que só fazia estragos

(Minha Gratidão é uma pessoa- Nando Reis)



sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

um momento de reflexão

Esses dias estive refletindo sobre sentimentos.
Amor, raiva, tristeza, amizade, felicidade, indiferença, rancor, mágoa, alegria, paixão, etc... e cheguei a conclusão de que é muito raro eu sentir raiva de alguém.
Quando alguém que tem importância na minha vida faz algo para me ferir não fico com raiva, mas fico muito triste. A tristeza substitui o sentimento de raiva, e geralmente, dependendo da situação fica até fácil de perdoar a pessoa. Isso ao mesmo tempo é bom, pois é raro criar desafetos, mas esse sentimento pode transforma-se em indiferença.
Como a maré que de tanto bater nas rochas, vão desgastando até virarem areia.
É mais ou menos isso que acontece.
Não fico com raiva, tão pouco guardo rancor.
Acredito no amor em sua forma mais pura, no amor que só faz bem, que ama sem esperar nada em troca, que não sofre. Mas o amor não é construído de uma hora pra outra, leva tempo...como uma flor, é preciso cuidar, regar, tratar para que ele floresça, mas diferente da flor, ele não morre nunca.
Tem gente que acredita em amor a primeira vista, isso pra mim é afinidade. Pode sim ser o primeiro passo, mas não é garantia.
Quando amo realmente alguém, (deixando claro que não falo somente no sentido do amor entre homem e mulher) e esta pessoa faz algo para me ferir, não deixo de ama-la. Mas o sentimento da afinidade, do gostar vai se desgastando pouco a pouco...como um fogo que vai se apagando pouco a pouco, até que uma hora vira cinzas.
A flor não morreu, mas é como se eu a retirasse do jardim e plantasse em um vaso solitário, a qual vou continuar cuidando e amando, mas não fará mais parte do meu jardim.
(Andréia Martins.M.Lopes)


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009


Avião sem asa, fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola,
Piu-Piu sem Frajola
Sou eu assim sem você
Por que é que tem que ser assim
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
vão poder falar por mim

Amor sem beijinho
Buchecha sem Claudinho
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço,
Namoro sem amasso
Sou eu assim sem você

Tô louca pra te ver chegar
Tô louca pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu
coração

Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas
Pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo

Por quê? Por quê? :(

Neném sem chupeta
Romeu sem Julieta
Sou eu assim sem você
Carro sem estrada
Queijo sem goiabada
Sou eu assim sem você

Por que é que tem que ser assim
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
vão poder falar por mim

Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo

Por quê?


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A dois passos do alcolismo

Então, o ócio as vezes nos leva a criar coisas sem noção rs, ouvindo a música "A dois passos do Paraíso, resolvi criar uma paródia meio tosquinha rsrs e vou posta-la aqui. Tem tempo q não coloco uma coisa engraçada aqui, meu blog tem sido tão dramático ultimamente hahaha bem la vai!!!
(a frase entre parênteses é aparte que as meninas cantam rs)

Estou em casa a mais de uma semana
desempregada e falida, mas que horror!
será que consigo um emprego?
Eu fico aqui sonhando
Entrego currículo mas só recebo um não
Saio de noite pensando na vida
então entro em qualquer bar
e peço logo um vinho
no rádio toca um funkão
e me da depressão
fico louca, caio no chão
e já nem sei o que vou fazer
estou a dois passos (do alcoolismo )
Hoje eu vou me embriagar
Estou a dois passos (do precipício )
Eu acho que eu vou pular
Estou a dois passos (do alcoolismo)
Não sei porque que eu fui beber
Campari
(campari, pinga com campari...)

Abaixo o vídeo com a gravação da música ;)




domingo, 22 de novembro de 2009

Poema...(cazuza)

Eu hoje tive um pesadelo
E levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo
E procurei no escuro
Alguém com o seu carinho
E lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança

Do tempo que eu era ainda criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou consolo
Hoje eu acordei com medo

Mas não chorei, nem reclamei abrigo
Do escuro, eu via o infinito
Sem presente, passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim
E que não tem fim
De repente, a gente vê que perdeu

Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu há minutos atrás

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Um conto de fadas da vida real - Cap III

*Capítulos Anteriores:


Cap III
E assim a vida dos dois seguia... Cada um em sua respectiva selva de pedras, com seus trabalhos, estudos e compromissos.
E a saudade apertava a cada dia que passava. Não havia um só dia que ela não pensasse nele, e ele nela. Estavam distantes, mas unidos pelo pensamento.
Tudo corria bem, ele mergulhado em seus estudos e projetos e ela trabalhando em suas pesquisas e buscando um trabalho que lhe dê sustento e prazer, pois as coisas no seu reino andavam muito difíceis.
Eles se falavam quase todos os dias, mandavam mensagens por mensageiros ou se viam pelo espelho encantado.
Mas algo de diferente começou a acontecer...
Eles não se falavam mais como antes, algo estava mudado, ela o sentia distante.
Não sentia seus corações conectados como antes, e isso a entristecia muito, pois sentia que depois de cinco séculos, estava sentindo o amor brotar sem eu coração, e de uma forma que nunca imaginava que aconteceria novamente...
O que estaria acontecendo?
Ela passava por um momento muito delicado em sua vida, seu coração estava imerso na mais completa escuridão. Sua vida tinha o cheiro e o gosto da saudade. Seu cheiro é doce, assim como as lembranças dele que levava em seus olhos e em seu coração para todos os lugares que ia. Recordava dos momentos felizes que passaram juntos desde o primeiro dia que se viram antes de tudo isso acontecer. Sentia paz...
Mas ao mesmo tempo tinha um gosto amargo. A ausência do olhar, da sua voz, da sua pele, do seu cheiro, do abraço... Esta falta as vezes chegava a lhe cortar a alma, doía o coração. Ela queria beijá-lo, abraçá-lo, olhar em seus olhos e dizer o quanto o ama, pois algo diz em seu coração que ele não tem idéia do quanto o sentimento dela em relação a ele é grande, e o quanto é importante em sua vida. Mas o abismo entre os dois não permitia. Apenas ele possuía a chave para o reino dela. Mas ela não tinha este privilégio. Triste, ela abre seu diário pessoal e traduz para as páginas brancas o que passa em seu coração:


“Por que dói tanto a espera...

a saudade tem um cheiro doce
mas seu gosto é amargo como fel
Acho que não tem nada pior
do que estar longe de quem se ama
A alma esvazia, o coração fica no escuro
meu corpo é tomado por um frio
que nem o sol pode aquecer.
A distância, a ausência é perturbadora.
Por mais que eu durma não consigo descansar.
Saudade de quem se ama...
Mas quem eu amo não posso ter ao meu lado,
perto de mim
Nosso corações estão conectado pra sempre
uma conexão mágica que só amor pode construir
E é desse amor e das doces lembranças
que sigo minha vida, que me da forças para continuar.
E a suave certeza de que nos reencontraremos um dia,
e em fim poderei ouvir de novo o som de sua respiração,
e a melodia do seu coração.”

Agora só lhe restava à espera que tanto lhe angustiava.
Mas pior que a distância geográfica, era a distancia que ela sentia que seus corações estavam tomando. Estaria certa ou enganada? Seu pressentimento estava certo?
Perguntas que lhe atormentava o sono... Queria acreditar que estava enganada, que era apenas uma cruel impressão.
Mas somente o tempo dará as respostas que espera.


Continua...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O que será (a flor da pele)

O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita

O que será que será
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os ungüentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite

O que será que me dá
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os tremores me vêm agitar
E todos os suores me vêm encharcar
E todos os meus nervos estão a rogar
E todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz suplicar
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo
Quem me chamou

Quem vai querer voltar pro ninho
E redescobrir seu lugar
Pra retornar

E enfrentar o dia-a-dia
Reaprender a sonhar
Você verá que é mesmo assim, que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim à sua imaginação
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não

Você verá que a emoção começa agora
Agora é brincar de viver
E não esquecer, ninguém é o centro do universo
Que assim é maior o prazer

Você verá que é mesmo assim, que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim à sua imaginação
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não

E eu desejo amar todos que eu cruzar pelo meu caminho
Como eu sou feliz, eu quero ver feliz
Quem andar comigo, vem

Você verá que é mesmo assim, que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim à sua imaginação
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não.

Composição: Guilherme Arantes