“Quando você pensa que sabe finalmente todas (ou quase todas) as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas”.
O coração é um bicho esquisito, não consegue ficar sossegado.
Quando finalmente ele está assim, calmo, estabilizado, vem um terremoto de sensações bagunçando sua tranqüila harmonia.
Uma explosão de toques, cheiros e tons toma conta e então, não há espaço para a razão (por mais que chegue com seu dedo em riste dizendo “não”!), o coração, este menino travesso, escapa entre os dedos e a partir de então, já era, você está preso neste sentimento estranho que não tem portas, celas ou cadeado.
A saudade passa a dividir o mesmo travesseiro, as lembranças começam a iluminar seu espírito e o menor toque ou entrelaçar de dedos faz o estômago congelar, os pelos arrepiarem e vem a vontade que, como dizia o poeta “não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure”.
Mas e quando estas chamas possuem intensidades e tamanhos distintos? Quando o encontro dos dois é quase impossível?
Neste caso, a eminência de sofrimento é forte, vem o medo de sofrer, de magoar a quem se gosta.
Medo.
Um sentimento cruel corrói a alma, algema atitudes, falas e gestos, e com isso, oportunidades escapam por entre os dedos. Momentos deixam de ser vividos e sentidos.
Seres humanos “não tem ossos de vidro, podem suportar os baques da vida”, mas se permitem que o medo os domine, “seu coração ficará seco e quebradiço”, sem vida, sem calor.
Nada é eterno. Tudo o que é material, um dia termina. Exceto os momentos, este, são eternos, ficarão para sempre guardados na memória e nos sentimentos.
E os sentimentos, este nunca morrem, apenas se transformam positivamente ou negativamente.
Deixar de experimentar sensações diferentes por medo do sofrimento, da solidão ou mesmo dos olhares hipócritas ou padrões sociais que insistem em moldar pessoas ao seu bel prazer é tolice. Cada um é único, tem suas particularidades, escritor e detentor da própria história.
Ter medo de arriscar com medo de se machucar, é o mesmo que ter medo de viver, já que um dia todos vamos morrer.

5 comentários:
é, o coração é mesmo um fanfarrão as vezes, gosta de nos pregar peças, mas tb não podemos ter medo.
"O coração tem suas razões, que a própria razão desconhece".
Pascal
ou...muito cliché
"o coração é mesmo um fanfarrão" Fato Marco haha
""O coração tem suas razões, que a própria razão desconhece".
Disse TUDO Gui!!!
Vi o seu blog pelo orkut, somos da mesma comunidade do Mezcla.Adorei seus textos, parabens! tb tenho um blog de música, passa por lá!!! Já estou te seguindo!
Obrigada Taty, visitei t tb gostei muito do seu blog!
sou apaixonada por música!
Parabéns!
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