segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Encontro

Sai de si
Vem curar teu mal
Te transbordo em som
Poe juizo em mim
Teu olhar me tirou daqui
Ampliou meu ser
Quero um pouco mais
Não tudo
Pra gente não perder a graça no escuro
No fundo
Pode ser até pouquinho
Sendo só pra mim sim

Olhe só
Como a noite cresce em glória
E a distância traz
Nosso amanhecer
Deixa estar que o que for pra ser vigora
Eu sou tão feliz
Vamos dividir

Os sonhos
Que podem transformar o rumo da história

Vem logo
Que o tempo voa como eu
Quando penso em você

Olhe só
Como a noite cresce em glória
E a distância traz
Nosso amanhcer
Deixa estar que o que for pra ser vigora
Eu sou tão feliz
Vamos dividir

Os sonhos
Que podem transformar o rumo da história
Vem logo
Que o tempo voa como eu
Quando penso em você

(Encontro- Maria Gadú)


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

... =(



Cansei de tanto procurar
Cansei de não achar
Cansei de tanto encontrar
Cansei de me perder
Hoje eu quero somente esquecer
Quero o corpo sem qualquer querer
Tenho os olhos tão cansados de te ver
Na memória, no sonho e em vão
Não sei pra onde vou
Não sei
Se vou ou vou ficar
Pensei, não quero mais pensar
Cansei de esperar
Agora nem sei mais o que querer
E a noite não tarda a nascer
Descansa coração e bate em paz

(Fernanda Takai)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

^_^


Música linda de Nando Reis xD

Depois de pensar um pouco
Ela viu que não havia mais motivo e nem razão
E pode perdoá-lo

É fácil culpar os outros
Mas a vida não precisa de juizes
A questão é sermos razoáveis

E por isso voltou
Porque sempre o amou
Mesmo levando a dor
Daquela mágoa
Mas segurando a sua mão
Sentiu sorrir seu coração
E amou como nunca havia amado

Mas como começar de novo
Se a ferida que sangrou
Acostumou a me sentir prejudicado

É só você lavar o rosto
E deixar que a água suja
Leve longe do seu corpo
O infeliz passado

E por isso voltou
Pra quem sempre amou

Mesmo levando a dor
E aquela mágoa
Mas segurando a sua mão
Sentiu sorrir seu coração
E amou como nunca havia amado

E viveram felizes... para sempre
E eles estavam livre da perfeição que só fazia estragos

(Minha Gratidão é uma pessoa- Nando Reis)



sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

um momento de reflexão

Esses dias estive refletindo sobre sentimentos.
Amor, raiva, tristeza, amizade, felicidade, indiferença, rancor, mágoa, alegria, paixão, etc... e cheguei a conclusão de que é muito raro eu sentir raiva de alguém.
Quando alguém que tem importância na minha vida faz algo para me ferir não fico com raiva, mas fico muito triste. A tristeza substitui o sentimento de raiva, e geralmente, dependendo da situação fica até fácil de perdoar a pessoa. Isso ao mesmo tempo é bom, pois é raro criar desafetos, mas esse sentimento pode transforma-se em indiferença.
Como a maré que de tanto bater nas rochas, vão desgastando até virarem areia.
É mais ou menos isso que acontece.
Não fico com raiva, tão pouco guardo rancor.
Acredito no amor em sua forma mais pura, no amor que só faz bem, que ama sem esperar nada em troca, que não sofre. Mas o amor não é construído de uma hora pra outra, leva tempo...como uma flor, é preciso cuidar, regar, tratar para que ele floresça, mas diferente da flor, ele não morre nunca.
Tem gente que acredita em amor a primeira vista, isso pra mim é afinidade. Pode sim ser o primeiro passo, mas não é garantia.
Quando amo realmente alguém, (deixando claro que não falo somente no sentido do amor entre homem e mulher) e esta pessoa faz algo para me ferir, não deixo de ama-la. Mas o sentimento da afinidade, do gostar vai se desgastando pouco a pouco...como um fogo que vai se apagando pouco a pouco, até que uma hora vira cinzas.
A flor não morreu, mas é como se eu a retirasse do jardim e plantasse em um vaso solitário, a qual vou continuar cuidando e amando, mas não fará mais parte do meu jardim.
(Andréia Martins.M.Lopes)


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009


Avião sem asa, fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola,
Piu-Piu sem Frajola
Sou eu assim sem você
Por que é que tem que ser assim
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
vão poder falar por mim

Amor sem beijinho
Buchecha sem Claudinho
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço,
Namoro sem amasso
Sou eu assim sem você

Tô louca pra te ver chegar
Tô louca pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu
coração

Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas
Pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo

Por quê? Por quê? :(

Neném sem chupeta
Romeu sem Julieta
Sou eu assim sem você
Carro sem estrada
Queijo sem goiabada
Sou eu assim sem você

Por que é que tem que ser assim
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
vão poder falar por mim

Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo

Por quê?


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A dois passos do alcolismo

Então, o ócio as vezes nos leva a criar coisas sem noção rs, ouvindo a música "A dois passos do Paraíso, resolvi criar uma paródia meio tosquinha rsrs e vou posta-la aqui. Tem tempo q não coloco uma coisa engraçada aqui, meu blog tem sido tão dramático ultimamente hahaha bem la vai!!!
(a frase entre parênteses é aparte que as meninas cantam rs)

Estou em casa a mais de uma semana
desempregada e falida, mas que horror!
será que consigo um emprego?
Eu fico aqui sonhando
Entrego currículo mas só recebo um não
Saio de noite pensando na vida
então entro em qualquer bar
e peço logo um vinho
no rádio toca um funkão
e me da depressão
fico louca, caio no chão
e já nem sei o que vou fazer
estou a dois passos (do alcoolismo )
Hoje eu vou me embriagar
Estou a dois passos (do precipício )
Eu acho que eu vou pular
Estou a dois passos (do alcoolismo)
Não sei porque que eu fui beber
Campari
(campari, pinga com campari...)

Abaixo o vídeo com a gravação da música ;)




domingo, 22 de novembro de 2009

Poema...(cazuza)

Eu hoje tive um pesadelo
E levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo
E procurei no escuro
Alguém com o seu carinho
E lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança

Do tempo que eu era ainda criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou consolo
Hoje eu acordei com medo

Mas não chorei, nem reclamei abrigo
Do escuro, eu via o infinito
Sem presente, passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim
E que não tem fim
De repente, a gente vê que perdeu

Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu há minutos atrás

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Um conto de fadas da vida real - Cap III

*Capítulos Anteriores:


Cap III
E assim a vida dos dois seguia... Cada um em sua respectiva selva de pedras, com seus trabalhos, estudos e compromissos.
E a saudade apertava a cada dia que passava. Não havia um só dia que ela não pensasse nele, e ele nela. Estavam distantes, mas unidos pelo pensamento.
Tudo corria bem, ele mergulhado em seus estudos e projetos e ela trabalhando em suas pesquisas e buscando um trabalho que lhe dê sustento e prazer, pois as coisas no seu reino andavam muito difíceis.
Eles se falavam quase todos os dias, mandavam mensagens por mensageiros ou se viam pelo espelho encantado.
Mas algo de diferente começou a acontecer...
Eles não se falavam mais como antes, algo estava mudado, ela o sentia distante.
Não sentia seus corações conectados como antes, e isso a entristecia muito, pois sentia que depois de cinco séculos, estava sentindo o amor brotar sem eu coração, e de uma forma que nunca imaginava que aconteceria novamente...
O que estaria acontecendo?
Ela passava por um momento muito delicado em sua vida, seu coração estava imerso na mais completa escuridão. Sua vida tinha o cheiro e o gosto da saudade. Seu cheiro é doce, assim como as lembranças dele que levava em seus olhos e em seu coração para todos os lugares que ia. Recordava dos momentos felizes que passaram juntos desde o primeiro dia que se viram antes de tudo isso acontecer. Sentia paz...
Mas ao mesmo tempo tinha um gosto amargo. A ausência do olhar, da sua voz, da sua pele, do seu cheiro, do abraço... Esta falta as vezes chegava a lhe cortar a alma, doía o coração. Ela queria beijá-lo, abraçá-lo, olhar em seus olhos e dizer o quanto o ama, pois algo diz em seu coração que ele não tem idéia do quanto o sentimento dela em relação a ele é grande, e o quanto é importante em sua vida. Mas o abismo entre os dois não permitia. Apenas ele possuía a chave para o reino dela. Mas ela não tinha este privilégio. Triste, ela abre seu diário pessoal e traduz para as páginas brancas o que passa em seu coração:


“Por que dói tanto a espera...

a saudade tem um cheiro doce
mas seu gosto é amargo como fel
Acho que não tem nada pior
do que estar longe de quem se ama
A alma esvazia, o coração fica no escuro
meu corpo é tomado por um frio
que nem o sol pode aquecer.
A distância, a ausência é perturbadora.
Por mais que eu durma não consigo descansar.
Saudade de quem se ama...
Mas quem eu amo não posso ter ao meu lado,
perto de mim
Nosso corações estão conectado pra sempre
uma conexão mágica que só amor pode construir
E é desse amor e das doces lembranças
que sigo minha vida, que me da forças para continuar.
E a suave certeza de que nos reencontraremos um dia,
e em fim poderei ouvir de novo o som de sua respiração,
e a melodia do seu coração.”

Agora só lhe restava à espera que tanto lhe angustiava.
Mas pior que a distância geográfica, era a distancia que ela sentia que seus corações estavam tomando. Estaria certa ou enganada? Seu pressentimento estava certo?
Perguntas que lhe atormentava o sono... Queria acreditar que estava enganada, que era apenas uma cruel impressão.
Mas somente o tempo dará as respostas que espera.


Continua...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O que será (a flor da pele)

O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita

O que será que será
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os ungüentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite

O que será que me dá
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os tremores me vêm agitar
E todos os suores me vêm encharcar
E todos os meus nervos estão a rogar
E todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz suplicar
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo
Quem me chamou

Quem vai querer voltar pro ninho
E redescobrir seu lugar
Pra retornar

E enfrentar o dia-a-dia
Reaprender a sonhar
Você verá que é mesmo assim, que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim à sua imaginação
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não

Você verá que a emoção começa agora
Agora é brincar de viver
E não esquecer, ninguém é o centro do universo
Que assim é maior o prazer

Você verá que é mesmo assim, que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim à sua imaginação
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não

E eu desejo amar todos que eu cruzar pelo meu caminho
Como eu sou feliz, eu quero ver feliz
Quem andar comigo, vem

Você verá que é mesmo assim, que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim à sua imaginação
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não.

Composição: Guilherme Arantes


quarta-feira, 4 de novembro de 2009

saudades

Por que doí tanto a espera...
a saudade tem um cheiro doce mas seu gosto é amargo como fel

Acho que não tem nada pior do que estar longe de quem se ama
A alma esvazia, o coração fica no escuro e meu corpo é tomado por um frio que nem o sol pode aquecer.
A distância, a ausência é perturbadora.
Por mais que eu durma não consigo descansar.

Saudade de quem se ama....
Mas quem eu amo não posso ter ao meu lado, perto de mim
Mas nosso corações estão conectado pra sempre
uma conexão mágica que só amor pode construir
E é desse amor e das doces lembranças que sigo minha vida, que me da forças para continuar.

E a suave certeza de que nos reencontraremos um dia, e em fim poderei ouvir de novo o som de sua respiração, e a melodia do seu coração.





sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Um conto de fadas da vida real - Cap II

E o tempo passava... Passava devagar como quem caminha em uma praia deserta, observando os movimentos ritmados das ondas do mar...
A saudade dos dois era imensa, tão grande que mal cabia no peito. Mas a distância e as dificuldades para que pudessem se ver eram muito grandes. Era quase impossível o reencontro... Quase...
Pois em uma bela manhã, as borboletas levaram uma linda mensagem para ela: “estou chegando!”. Seu coração transbordou de tanta felicidade! Finalmente iria revê-lo.
Sob o sol da tarde de primavera seus corações se abraçaram e se beijaram novamente. Um beijo doce, quente, suave, um beijo com sabor de saudades, com gosto de reencontro, com cheiro de carinho.
Foi difícil, mas ele conseguiu vencer os obstáculos e finalmente pode se ver nos olhos dela novamente.
Eles deram as mãos e saíram pela cidade com as faces iluminadas de tanta alegria como um sonho que se tornou realidade.
Foram dias intensos e noites maravilhosas, regadas a carícias, beijos, sorrisos, brincadeiras, desejo, ternura, olhar. foram poucos dias, mas para eles parece que foi uma eternidade, pois desfrutavam de cada minuto como se fosse o último.
Você caro leitor deve estar se perguntando: “serão amigos? Namorados? Amantes?” Não tente entender, rotular ou definir pois você nunca irá conseguir. É algo mágico que foge das definições dos dicionários e às regras da sociedade.
Sentimento não se explica apenas se sente. É algo bonito que foi construído pouco a pouco, como uma semente que germina no inverno e desabrocha na primavera.
O laço entre os dois foi tão forte, tão intenso, que um dia seus corpos se fundiram em apenas um. Suas almas se tocaram só ouvia a música que emanava de seus corações e eles finalmente se entregaram a este sentimento, este desejo que a muito ficou guardado. Eles nunca haviam se entregado dessa forma, de corpo e alma pra ninguém. Tudo era novo, estranho e bonito.
Ele a olhou nos olhos e disse: “eu gosto de você”. Ela sentiu como se aquelas palavras doces, acariciassem seus cabelos e tocasse seus lábios suavemente... Ela sorriu e disse que sentia o mesmo, seus olhos transmitiam verdade, toda a verdade que guardava em seu coração.
O amor começava a germinar, mostrando suas primeiras faíscas, aquecendo suas vidas que nunca mais seriam as mesmas.
Mas infelizmente todo sonho um dia termina, e eles tiveram que se separar novamente... Ele voltou para seu reino e ela ficou.
Mas desta vez, apesar de longe eles estão mais perto do que nunca. Pois agora ele tem um pouco dela e ela um pouco dele. Agora eles tem certeza que o que eles têm é de verdade e a certeza de que vão se encontrar novamente. E uma promessa: independente do que aconteça, mesmo que algum dia eles não se vejam mais, ou seus caminhos tomem rumos diferentes, eles nunca deixaram de se falar, pois o amor uma vez construído é eterno esteja ele onde estiver.

Continua... ^_^


(Andréia Martins.M.Lopes)

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Vô saudades pra sempre...

"Não sei por que você se foi tantas saudades eu senti e de tristezas vou viver e aquele adeus não pude dar. você ficou na minha vida, viveu morreu na minha história chego a ter medo do futuro da solidão que em minha porta bate...E eu gostava tanto de você", Gosto tanto de você!



Hoje, apesar do azul brilhante do céu
o dia amanheceu cinza...triste
porque você se foi
meu coração sangra de saudades e tristezas
não veremos mais seu riso, sua alegra, seu canto
não ouvirei mais suas histórias
O azul de seus olhos se misturou com as nuvens do céu
Não posso esconder a tristeza que sinto por não ter mais sua presença
Seu carinho, seu olhar
Sei que a morte não existe, que é apenas uma viagem
A separação é física, mas o sentimento é mais forte que a matéria
O laço de amor que nos une prevalecerá pela eternidade
e sei que um dia nos reencontraremos de novo.
Te amo vô!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Um conto de fadas da vida real - Cap I

Foi assim...
A noite estava clara, quando eles se viram pela primeira vez. Seus trajes não eram os habituais, estavam vestidos de fantasias e surpresas.
E quando seus olhos se encontraram, eles sabiam que a magia ali presente os havia enfeitiçado e que alguma coisa iria acontecer aquela noite.
Mas se você pensa que foi como em um conto de fadas, que o príncipe dançou uma valsa ao luar com a princesa e depois se beijaram e foram felizes para sempre se enganou. Essa história não é um conto de fadas, mas um conto real!
Continuando... E os dois seguiram para a festa, não foi em uma carruagem, ou dentro de uma abóbora, mas em um carro comum e junto com outras pessoas seguiram para a grande festa!
Todos os seres estavam reunidos, tinha gente e coisa de tudo que era jeito: grande, pequeno, gordo, magro, colorido, misterioso, extravagante, chato, legal, bonito e feio.
A festa estava armada! Comida, bebida, flash’s e alegria!
A música começou, mas não era valsa, mas música alegre, animada, bem diferente desses contos melosos de fada!
E eles beberam, dançaram, pularam até não agüentar. Dois estranhos que se conheciam há anos.
Não ficavam longe um do outro um minuto sequer, e quando acontecia, ele a procurava por todos os lados, e ela sem que ele percebesse fazia o mesmo.
E foi em meio a toda essa empolgação, algo inesperadamente esperado aconteceu: eles se beijaram. Apesar da garota não ser princesa e ele plebeu, ou camponesa e rei a diferença entre os dois era grande, mas apesar desse abismo eram como peças de quebra-cabeças que se encaixavam perfeitamente, sem faltar nem sobrar.
Depois disso, a festa ganhou mais vida, mais cor, mais alegria! Pelo menos para os dois.
Permaneceram assim durante todo o tempo, nem no momento em que inimigos se cruzaram gerando uma pequena batalha eles não se separaram, pelo contrario, ele se colocou a frente dela para protegê-la e ela sorriu vendo a valentia do jovem rapaz.
E você caro leitor deve estar pensando que a história esta no fim e terminará com um sonoro "E viveram felizes para sempre" certo?
Lembre-se que este é um conto real e por ser real, tudo pode acontecer. Não existe final, apenas recomeço.
Pois bem, como tudo o que é doce termina, a festa também terminou. Cada qual voltou para seu reino, castelo, casebre ou caverna. Eles também.
Cada um foi para o seu lado, na esperança de um dia poderem reencontrar-se novamente.
Depois da festa encantada, passou-se muito tempo... (tempo pequeno para alguns, mas uma eternidade pra eles). Apesar de manterem contato através do espelho encantado a saudade aumentava a cada dia...
O caminho que os separa é em meio a uma selva de pedras, com monstros devoradores de cabeças, mais de 40 ladrões e assassinos, e um dragão terrível chamado capitalismo, dificultando ainda mais a passagem entre os dois reinos.
Enquanto isso fica a espera(ança) até se encontrarem de novo e continuar este conto fantástico da vida real.

Continua...

(Andréia Martins.M. Lopes)

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Sentimentos são fáceis de mudar, mesmo entre quem não vê que alguém pode ser seu par...."

"Eu te amo porque te amo. Não precisas ser amante, e nem sempre sabes sê-lo. Eu te amo porque te amo. Amor é estado de graça e com amor não se paga." "Eu gosto tanto de você que até prefiro esconder, deixa assim ficar sub entendido..."

"Você apareceu do nada, e você mexeu demais comigo
não quero ser só mais um amigo.."


"As vezes fico assim pensando essa distancia é tão ruim
Porque você não vem pra mim?"

"Às vezes só percebemos a falta que a pessoa nos faz quando a distância entre nós torna impossível, ou quase impossível, o reencontro..."

Sabe uma coisa que não entendo?
Por que é considerado um erro dizer o que sente?
Sempre ouço: "Nunca diga pra alguém que você sente algo por essa pessoa, pois você pode espanta-la ou ela vai ficar "se achando" e depois vai pisar em você"
Sinceramente? Odeio esses jogos.
Afinal tem coisa melhor do que ouvir: "gosto muito de você" ou um "eu te amo" sincero? ^^

Eu gosto muito de você, eu te amo são palavras doces

palavras que quando saem da boca de alguém especial
enchem a alma de luz e calor
que de tanto amor, esquenta o peito e transborda nos olhos
Há o amor, o amor

sentimento sem explicação....surge qaundo você menos espera,
E pode surgir de uma forma muito inusitada
Assim, de repente, previsão ou aviso, com quem você menos espera
Simplimente se instala, como quem não que nada...
e quando nos damos conta, já era....
agora alguém leva um pedacinho do seu coração
E quando isso acontece, é pra sempre
pois aconteça o que acontecer
estaremos pra sempre ligados, mesmo que distantes
pela mente e pelo coração
Pra sempre!

(Andréia Martins.M.Lopes)

"E quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer que não
existe razão?"



segunda-feira, 24 de agosto de 2009

devaneios sobre a arte

Eiii tudo bem? Já postei este texto uma vez aqui no meu blog, mas meu amigo fez um desenho tão legal, que resolvi coloca-lo como ilustração.
Comentem ^^
bjs

Tenho certeza que existe na arte algum mistério ou magia que envolve o artista de uma forma intensa e perceptível.
Não sei bem o que é...só sei que me atrai profundamente.
Amo e admiro todo tipo de arte, principalmente artes plásticas, literatura, poesia,teatro, cinema, música, fotografia,dança....
Mas existe algo no poeta e no músico que me chama muita atenção. Quando vejo/ouço alguém compor,tocar um instrumento,dançar, recitar um poema, fazer uma pintura, um desenho, ver na fotografia a sensibilidade de fazer com que um simples momento se torne a mais bela imagem, cantar uma boa música ou tocar algum instrumento com perfeição, sinto-me tão envolvida que é como se eu fizesse parte do espectáculo, algo inexplicável. Gera uma espécie de magnetismo, como se ficasse hipnotizada pela arte e pelo artista.
De todos os instrumentos que mais gosto é o violão, fico encantada e admiro muito quem sabe tocar. Passo mal. É um instrumento que tenho muita vontade de aprender.
Só sei que arte é algo indecifrável, e o artista tem com certeza uma magia misteriosa que o envolve. Pois o artista ama o que faz, e tudo que tem como ingredientes, amor, dedicação e alma é Belo




desenho de Marco.Mais desenhos no orkut dele: http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?rl=tr&uid=14356329968944854763

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Indignada....essa é a palavra

Hoje ao olhar meus e-mails me deparei com um texto de uma psicologa que me deixou profundamente indignada!
Veja:

" Vale a pena ler de novo.


Cazuza só não foi pior porque não se elegeu a nada.

Cazuza (0) X (10) Psicóloga.

É ...DEVIAM COLOCAR ISSO NUM OUTDOOR LÁ NA PRAÇA CAZUZA , NO LEBLON
...

Psicóloga x Cazuza !
Esta mensagem precisa ser retransmitida
para todas as FAMÍLIAS!
Uma psicóloga que escreveu algumas verdades.
Uma psicóloga que assistiu o filme Cazuza escreveu o seguinte texto:
'Fui ver o filme Cazuza há alguns dias e me deparei com uma coisa
estarrecedora. As pessoas estão cultivando ídolos errados..
Como podemos cultivar um ídolo como Cazuza? Concordo que suas letras são muito tocantes, mas reverenciar um marginal como ele, é, no mínimo, inadmissível.
Marginal, sim, pois Cazuza foi uma pessoa que viveu à margem da sociedade, pelo menos uma sociedade que tentamos construir (ao menos eu) com conceitos de certo e errado. No filme, vi um rapaz mimado, filhinho de papai que nunca precisou trabalhar para conseguir nada, já tinha tudo nas mãos. A mãe vivia para satisfazer as suas vontades e loucuras. O pai preferiu se afastar das suas responsabilidades e deixou a vida correr solta.
São esses pais que devemos ter como exemplo?
Cazuza só começou a gravar pois o pai era diretor de uma grande gravadora.
Existem vários talentos que não são revelados por falta de oportunidade ou por não terem algum conhecido importante.
Cazuza era um traficante, como sua mãe revela no livro, admitiu que ele trouxe drogas da Inglaterra, um verdadeiro criminoso. Concordo com o juiz Siro Darlan quando ele diz que a única diferença entre Cazuza e Fernandinho Beira-Mar é que um nasceu na zona sul e outro não.
Fiquei horrorizada com o culto que fizeram a esse rapaz, principalmente por minha filha adolescente ter visto o filme. Precisei conversar muito para que ela não começasse a pensar que usar drogas, participar de bacanais, beber até cair e outras coisas fossem certas, já que foi isso que o filme mostrou.
Por que não são feitos filmes de pessoas realmente importantes que tenham algo de bom para essa juventude já tão transviada? Será que ser correto não dá Ibope, não rende bilheteria?
Como ensina o comercial da Fiat, precisamos rever nossos conceitos, só assim teremos um mundo melhor.
Devo lembrar aos pais que a morte de Cazuza foi consequência da educação errônea a que foi submetido ..
Será que Cazuza teria morrido do mesmo jeito se tivesse tido pais que dissesem NÃO quando necessário?
Lembrem-se, dizer NÃO é a prova mais difícil de amor .
Não deixem seus filhos à revelia para que não precisem se arrepender mais tarde. A principal função dos pais é educar. Não se preocupem em ser 'amigo'
de seus filhos. Eduque-os e mais tarde eles verão que você foi a pessoa que mais os amou e foi, é, e sempre será, o seu melhor amigo, pois amigo não diz SIM sempre.'

Karla Christine
Psicóloga Clínica"

Fiquei completamente horrorizada com as afirmações dessa mulher! Primeiro que deve ser péssima e não conhecer nem a metade da historia do cazuza. Viu o filme e tirou conclusões totalmente infundadas e errôneas. Cazuza foi um gênio, suas músicas eram mais que “tocantes”, eram inteligentes, tinham conteúdo, diferente de muitos "talentos" hoje em dia, que criam letras pobres, sem conteúdo. É fato que ele não foi um santo, mas quem é? Compará-lo com um marginal francamente!
Cazuza era gay sim mais isso não necessariamente foi por causa de sua infância ou culpa dos seus pais, já existem provas que a tendência à homossexualidade é genética. A AIDS era uma doença desconhecida em uma sociedade que colocava o sexo como tabu o que é totalmente errado. O sexo é o produtor da vida o ato mais bonito de um ser humano, porém existiam influências como as da igreja que colocavam isso como um mau.
Essa mensagem é preconceituosa e provavelmente escrita pela burguesia que só pensa em si e acabar com os pobres. Cazuza era usuário sim mais ele não pode ser visto com um fernandinho beira mar e outros usuários devem ser tratados não exterminados ou julgados!
Ao invés de apenas ver o filme e tirar conclusões, pesquise a história dele, conheça realmente quem foi Agenor de Miranda Araújo Neto. Graças a ele, o AZT, remédio para o controle da Aids foi mais divulgado. E que na época ele se ofereceu para testes e que e COMPRAVA esses remédios para ajudar pessoas que também tinham o vírus. O filme não foi bem produzido, focaram somente o lado rebelde do cazuza e não seu lado, humano, poeta. Não digo que deveriam ter mostrado um “conto de fadas”, ou camuflar essa parte da vida dele. Mas mostrar os dois lados.
Mas devido a isso, aparecem pessoas arrogantes e desinformadas que chegam falando qualquer merda como essa psicóloga. Ouvir cazuza irá influenciar seus filhos a "usar drogas, participar de bacanais, beber até cair”. Mas ouvir funck o qual as letras e danças são totalmente pornográficas, com palavras chulas, sem qualquer conteúdo e denegrindo a imagem da mulher não tem o menor problema? Francamente! Graças ao "marginal" foi criada a fundação viva cazuza
http://www.vivacazuza.org.br/ que apóia crianças e adolescente com o vírus da AIDS. Toda renda adquirida com a venda de discos, vai para essa fundação.Penso que na sociedade de hoje, uma pessoa escrever um texto como este carregado de preconceito, discriminação e julgamentos infundados é deprimente. Conheça primeiro, depois julgue! Antes de apontar o dedo para alguém olhe-se no espelho!


Cazuza (10)x Psicóloga (0)
-> Agora me responda: o que é mais apropriado para seus filhos escutarem? "A nova dança do creu" ou cazuza?

Burguesia (Cazuza)

A burguesia fede
A burguesia quer ficar rica
Enquanto houver burguesia
Não vai haver poesiaA burguesia não tem charme nem é discreta
Com suas perucas de cabelos de boneca
A burguesia quer ser sócia do Country
A burguesia quer ir a New York fazer comprasPobre de mim que vim do seio da burguesia
Sou rico mas não sou mesquinho
Eu também cheiro mal
A burguesia tá acabando com a Barra
Afunda barcos cheios de crianças
E dormem tranqüilos
Os guardanapos estão sempre limpos
As empregadas, uniformizadas
São caboclos querendo ser ingleses
São caboclos querendo ser ingleses
A burguesia fede
A burguesia quer ficar rica
Enquanto houver burguesia
Não vai haver poesia

A burguesia não repara na dor
Da vendedora de chicletes
A burguesia só olha pra si
A burguesia é a direita, é a guerra
A burguesia fede
A burguesia quer ficar rica
Enquanto houver burguesia
Não vai haver poesia
As pessoas vão ver que estão sendo roubadas
Vai haver uma revolução
Ao contrário da de 64
O Brasil é medroso
Vamos pegar o dinheiro roubado da burguesia
Vamos pra rua
Vamos acabar com a burguesia
Vamos dinamitar a burguesia
Vamos pôr a burguesia na cadeia
Numa fazenda de trabalhos forçados
Eu sou burguês, mas eu sou artista
Estou do lado do povo, do povo
A burguesia fede - fede, fede, fede
A burguesia quer ficar rica
Enquanto houver burguesia
Não vai haver poesia
Porcos num chiqueiro
São mais dignos que um burguês
Mas também existe o bom burguês
Que vive do seu trabalho honestamente
Mas este quer construir um país
E não abandoná-lo com uma pasta de dólares
O bom burguês é como o operário
É o médico que cobra menos pra quem não tem
E se interessa por seu povo
Em seres humanos vivendo como bichos
Tentando te enforcar na janela do carro
No sinal, no sinal
No sinal, no sinal
A burguesia fede
A burguesia quer ficar rica
Enquanto houver burguesia
Não vai haver poesia





domingo, 2 de agosto de 2009

Minha Namorada



Meu poeta eu hoje estou contente
Todo mundo de repente ficou lindo
Ficou lindo de morrer
Eu hoje estou me rindo
Nem eu mesma sei de que
Porque eu recebi
Uma cartinhazinha de você

Se você quer ser minha namorada
Ai que linda namorada
Você poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exatamente essa coisinha
Essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ter
Você tem que me fazer
Um juramento
De só ter um pensamento
Ser só minha até morrer
E também de não perder esse jeitinho
De falar devagarinho
Essas histórias de você
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho
Sem ninguém saber porque

E se mais do que minha namorada
Você quer ser minha amada
Minha amada, mas amada pra valer
Aquela amada pelo amor predestinada
Sem a qual a vida é nada
Sem a qual se quer morrer
Você tem que vir comigo
Em meu caminho
E talvez o meu caminho
Seja triste pra você
Os seus olhos tem que ser só dos meus olhos
E os seus braços o meu ninho
No silêncio de depois
E você tem de ser a estrela derradeira
Minha amiga e companheira
No infinito de nós dois

*Amo essa música, linda demais!!!!!

Se eu recebesse uma cartinhazinha dessas eu casava rsrsrsrs*


sexta-feira, 24 de julho de 2009

Disse tudo!

"Ninguém pode calar dentre mim
esta chama que não vai passar,
é mais forte que eu,
e não quero dela me afastar.
Eu não posso explicar quando foi
e nem quando ela veio,

mas só digo o que penso,
só faço o que gosto,
e aquilo que creio,
e se alguem não quiser entender e falar,
pois que fale,
eu não vou me importar
com a maldade de quem nada sabe.

E se a alguém interessa saber,
sou bem feliz assim,
muito mais do que quem já falou
ou vai falar de mim."





quinta-feira, 9 de julho de 2009

"O mais triste de uma despedida é a incerteza de uma volta..."


"Às vezes só percebemos a falta que a pessoa nos faz quando a distância entre nós torna impossível, ou quase impossível, o reencontro..."


domingo, 21 de junho de 2009

Amor de longo alcance (Marina Colasanti)



"Durante anos separados pelo destino, amaram-se à distância. Sem que um soubese o paradeiro do outro, procuravam-se através dos continentes, cruzavam pontes e oceanos, vasculhavam vilas, indagavam.
Bússula da longa busca, levav
am a lembrança de um rosto sempre mutante, em que o desejo, incessante, redesenhava os traços apagados pelo tempo.
Já quase nada havia em comum entre aqueles rostos e a realidade, quando enfim, numa praça se encontraram. Juntos podiam agora viver a vida com que sempre haviam sonhado.
Porém cedo descobriram que a força do seu passado amor era insuperável. Depois de tantos anos de afastamento, não podiam viver senão separados, apaixonadamente desejando-se. E, entre risos e lágrimas, despediram-se, indo morar em cidades diferentes."



sábado, 20 de junho de 2009

E viveram felizes para sempre?

A parte da história que não foi mostrada nos livros rsrs
"Os contos de fadas ganharam finais nada felizes através das lentes da fotógrafa Dina Goldistein. A ideia da fotógrafa veio para acabar com a ilusão das meninas quando crescerem.
Dina Goldistein fez as fotos inspirada na sua juventude, quando descobriu as histórias originais e seu lado nada cor-de-rosa.



_Meu Mundo caiu..."A Cinderela de tanto esperar o príncipe encantado acaba, na verdade, bebendo sozinha num bar"

"Branca de neve se casou, mas acabou cheia de filhos, cachorro e um príncipe imprestável na frente da tv."

"Chapeuzinho Vermelho, de tanto comer as delícias que seriam para sua avó, acabou engordando."

"A Bela Adormecida não acordou nunca e o mundo mudou bastante à sua volta..."

"...inclusive seu rosto, que acabou precisando de plástica."

"Rapunzel acabou sofrendo com um câncer e precisou raspar as longas madeixas."



"Jasmine, a musa de Alladdin, não pode mais dançar em seu país e precisa enfrentar outra invasão inimiga."

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Terremoto furacão


Vale a pena ler ^^






Quando João olhou pra Maria
e a Maria olhou pro João,
aconteceu uma coisa esquisita:
O dia virando noite,
a noite virando dia,
açúcar virando sal,
Terremoto furacão
Só que o João não sabia
e a Maria também não
que coisa esquisita era essa:
o mundo parando inteiro
e a terra com cheiro
de lua e de sol.
João ofereceu o que tinha:
figurinha, prego,
pedaço de espelho,

Conta de menos e de mais:

1+1=3 3-2=5 2+3=5
Misturando as coisas todas,
como se dentro dele
tivesse nascido um rio,
tivesse nascido um livro,
tivesse nascido um poço.

Que coisa esquisita era essa,

que dava medo,que dava frio,
o susto virando coragem,

segunda feira virando domingo?

A Maria também queria
oferecer o mundo todo.

Então catava no bolso

fio de linha,
miolo de pão,

medo do escuro,
pedaço de flor.

E ia lembrando devagarinho

de tudo que é poesia(...)

Sem saber que poesia

era o desejo de ir
pela vida
levando João pela mão.
Nesse tempo que eles se olhavam
-era um tempo grande e pequeno-
tanta coisa aconteceu,
os dois entenderam tudo:
Que amor é assim,
feito doce na boca

feito chuva no rosto,

o coração derretido.

Então combinaram tanta viagem,
quando um dia eles fossem grandes,
atravessando florestas,
andando de barulho de trem,
caçando ilha, caçando nuvem,
tesouros no fundo do mar.
Combinaram de pisar no mundo
de um jeito bem delicado,
como se tocassem
flores
ou asas de um pássaro.
E desinventar o que existe de ruim
na face do planeta,
eles juraram um segredo.
E também de se gostar desse jeito,
pra sempre, eternamente,
até quando fossem velhinhos,

os netos enchendo a casa,

com o sino das risadas.

E depois de tanta ousadia
João e Maria saíram correndo.
(Roseana Murray)


sexta-feira, 12 de junho de 2009

O Soldadinho de Chumbo




Numa loja de brinquedos havia uma caixa de papelão com vinte e cinco soldadinhos de chumbo, todos iguaizinhos, pois haviam sido feitos com o mesmo molde. Apenas um deles era perneta: como fora o último a ser fundido, faltou chumbo para completar a outra perna. Mas o soldadinho perneta logo aprendeu a ficar em pé sobre a única perna e não fazia feio ao lado dos irmãos.
Esses soldadinhos de chumbo eram muito bonitos e elegantes, cada qual com seu fuzil ao ombro, a túnica escarlate, calça azul e uma bela pluma no chapéu. Além disso, tinham feições de soldados corajosos e cumpridores do dever. Os valorosos soldadinhos de chumbo aguardavam o momento em que passariam a pertencer a algum menino. Chegou o dia em que a caixa foi dada de presente de aniversário a um garoto. Foi o presente de que ele mais gostou: — Que lindos soldadinhos! — exclamou maravilhado. E os colocou enfileirados sobre a mesa, ao lado dos outros brinquedos. O soldadinho de uma perna só era o último da fileira. Ao lado do pelotão de chumbo se erguia um lindo castelo de papelão, um bosque de árvores verdinhas e, em frente, havia um pequeno lago feito de um pedaço de espelho. A maior beleza, porém, era uma jovem que estava em pé na porta do castelo. Ela também era de papel, mas vestia uma saia de tule bem franzida e uma blusa bem justa. Seu lindo rostinho era emoldurado por longos cabelos negros, presos por uma tiara enfeitada com uma pequenina pedra azul. A atraente jovem era uma bailarina, por isso mantinha os braços erguidos em arco sobre a cabeça. Com uma das pernas dobrada para trás, tão dobrada, mas tão dobrada, que acabava escondida pela saia de tule. O soldadinho a olhou longamente e logo se apaixonou, e pensando que, tal como ele, aquela jovem tão linda tivesse uma perna só. “Mas é claro que ela não vai me querer para marido”, pensou entristecido o soldadinho, suspirando. “Tão elegante, tão bonita… Deve ser uma princesa. E eu? Nem cabo sou, vivo numa caixa de papelão, junto com meus vinte e quatro irmãos”. À noite, antes de deitar, o menino guardou os soldadinhos na caixa, mas não percebeu que aquele de uma perna só caíra atrás de uma grande cigarreira. Quando os ponteiros do relógio marcaram meia-noite, todos os brinquedos se animaram e começaram a aprontar mil e uma. Uma enorme bagunça! As bonecas organizaram um baile, enquanto o giz da lousa desenhava bonequinhos nas paredes. Os soldadinhos de chumbo, fechados na caixa, golpeavam a tampa para sair e participar da festa, mas continuavam prisioneiros. Mas o soldadinho de uma perna só e a bailarina não saíram do lugar em que haviam sido colocados. Ele não conseguia parar de olhar aquela maravilhosa criatura. Queria ao menos tentar conhecê-la, para ficarem amigos. De repente, se ergueu da cigarreira um homenzinho muito mal-encarado. Era um gênio ruim, que só vivia pensando em maldades. Assim que ele apareceu, todos os brinquedos pararam amedrontados, pois já sabiam de quem se tratava. O geniozinho olhou a sua volta e viu o soldadinho, deitado atrás da cigarreira. — Ei, você aí, por que não está na caixa, com seus irmãos? — gritou o monstrinho. Fingindo não escutar, o soldadinho continuou imóvel, sem desviar os olhos da bailarina. — Amanhã vou dar um jeito em você, você vai ver! - gritou o geniozinho enfezado. Depois disso, pulou de cabeça na cigarreira, levantando uma nuvem que fez todos espirrarem. Na manhã seguinte, o menino tirou os soldadinhos de chumbo da caixa, recolheu aquele de uma perna só, que estava caído atrás da cigarreira, e os arrumou perto da janela. O soldadinho de uma perna só, como de costume, era o último da fila. De repente, a janela se abriu, batendo fortemente as venezianas. Teria sido o vento, ou o geniozinho maldoso? E o pobre soldadinho caiu de cabeça na rua. O menino viu quando o brinquedo caiu pela janela e foi correndo procurá-lo na rua. Mas não o encontrou. Logo se consolou: afinal, tinha ainda os outros soldadinhos, e todos com duas pernas. Para piorar a situação, caiu um verdadeiro temporal. Quando a tempestade foi cessando, e o céu limpou um pouco, chegaram dois moleques. Eles se divertiam, pisando com os pés descalços nas poças de água. Um deles viu o soldadinho de chumbo e exclamou: — Olhe! Um soldadinho! Será que alguém jogou fora porque ele está quebrado? — É, está um pouco amassado. Deve ter vindo com a enxurrada. — Não, ele está só um pouco sujo. — O que nós vamos fazer com um soldadinho só? Precisaríamos pelo menos meia dúzia, para organizar uma batalha. — Sabe de uma coisa? — Disse o primeiro garoto. —Vamos colocá-lo num barco e mandá-lo dar a volta ao mundo. E assim foi. Construíram um barquinho com uma folha de jornal, colocaram o soldadinho dentro dele e soltaram o barco para navegar na água que corria pela sarjeta. Apoiado em sua única perna, com o fuzil ao ombro, o soldadinho de chumbo procurava manter o equilíbrio. O barquinho dava saltos e esbarrões na água lamacenta, acompanhado pelos olhares dos dois moleques que, entusiasmados com a nova brincadeira, corriam pela calçada ao lado. Lá pelas tantas, o barquinho foi jogado para dentro de um bueiro e continuou seu caminho, agora subterrâneo, em uma imensa escuridão. Com o coração batendo fortemente, o soldadinho voltava todos seus pensamentos para a bailarina, que talvez nunca mais pudesse ver. De repente, viu chegar em sua direção um enorme rato de esgoto, olhos fosforescente e um horrível rabo fino e comprido, que foi logo perguntando: — Você tem autorização para navegar? Então? Ande, mostre-a logo, sem discutir. O soldadinho não respondeu, e o barquinho continuou seu incerto caminho, arrastado pela correnteza. Os gritos do rato do esgoto exigindo a autorização foram ficando cada vez mais distantes. Enfim, o soldadinho viu ao longe uma luz, e respirou aliviado; aquela viagem no escuro não o agradava nem um pouco. Mal sabia ele que, infelizmente, seus problemas não haviam acabado. A água do esgoto chegara a um rio, com um grande salto; rapidamente, as águas agitadas viraram o frágil barquinho de papel. O barquinho virou, e o soldadinho de chumbo afundou. Mal tinha chegado ao fundo, apareceu um enorme peixe que, abrindo a boca, engoliu-o. O soldadinho se viu novamente numa imensa escuridão, espremido no estômago do peixe. E não deixava de pensar em sua amada: “O que estará fazendo agora sua linda bailarina? Será que ainda se lembra de mim?”. E, se não fosse tão destemido, teria chorado lágrimas de chumbo, pois seu coração sofria de paixão. Passou-se muito tempo — quem poderia dizer quanto? E, de repente, a escuridão desapareceu e ele ouviu quando falavam: — Olhe! O soldadinho de chumbo que caiu da janela! Sabem o que aconteceu? O peixe havia sido fisgado por um pescador, levado ao mercado e vendido a uma cozinheira. E, por cúmulo da coincidência, não era qualquer cozinheira, mas sim a que trabalhava na casa do menino que ganhara o soldadinho no aniversário. Ao limpar o peixe, a cozinheira encontrara dentro dele o soldadinho, do qual se lembrava muito bem, por causa daquela única perna. Levou-o para o garotinho, que fez a maior festa ao revê-lo. Lavou-o com água e sabão, para tirar o fedor de peixe, e endireitou a ponta do fuzil, que amassara um pouco durante aquela aventura. Limpinho e lustroso, o soldadinho foi colocado sobre a mesma mesa em que estava antes de voar pela janela. Nada estava mudado. O castelo de papel, o pequeno bosque de árvores muito verdes, o lago reluzente feito de espelho. E, na porta do castelo, lá estava ela, a bailarina: sobre uma perna só, com os braços erguidos acima da cabeça, mais bela do que nunca. O soldadinho olhou para a bailarina, ainda mais apaixonado, ela olhou para ele, mas não trocaram palavra alguma. Ele desejava conversar, mas não ousava. Sentia-se feliz apenas por estar novamente perto dela e poder amá-la. Se pudesse, ele contaria toda sua aventura; com certeza a linda bailarina iria apreciar sua coragem. Quem sabe, até se casaria com ele… Enquanto o soldadinho pensava em tudo isso, o garotinho brincava tranqüilo com o pião. De repente como foi, como não foi — é caso de se pensar se o geniozinho ruim da cigarreira não metera seu nariz —, o garotinho agarrou o soldadinho de chumbo e atirou-o na lareira, onde o fogo ardia intensamente. O pobre soldadinho viu a luz intensa e sentiu um forte calor. A única perna estava amolecendo e a ponta do fuzil envergava para o lado. As belas cores do uniforme, o vermelho escarlate da túnica e o azul da calça perdiam suas tonalidades. O soldadinho lançou um último olhar para a bailarina, que retribuiu com silêncio e tristeza. Ele sentiu então que seu coração de chumbo começava a derreter — não só pelo calor, mas principalmente pelo amor que ardia nele. Naquele momento, a porta escancarou-se com violência, e uma rajada de vento fez voar a bailarina de papel diretamente para a lareira, bem junto ao soldadinho. Bastou uma labareda e ela desapareceu. O soldadinho também se dissolveu completamente. No dia seguinte. a arrumadeira, ao limpar a lareira, encontrou no meio das cinzas um pequenino coração de chumbo: era tudo que restara do soldadinho, fiel até o último instante ao seu grande amor. Da pequena bailarina de papel só restou a minúscula pedra azul da tiara, que antes brilhava em seus longos cabelos negros.